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13.09.2017 · Vereador Dr. Wilson Sami
Dr. Sami pede que violência obstétrica seja debatida amplamente com médicos e profissionais da área

Assunto polêmico e alvo de discussões, a denominada violência obstétrica foi debatida na noite desta terça-feira (12) na sede da SOGOMAT – SUL (Sociedade Médica de Mato Grosso do Sul). O vereador Dr. Wilson Sami (PMDB) que é médico ginecologista e obstetra há mais de 30 anos, participou do encontro.

Os principais pontos debatidos foram o Projeto de Lei proposto  na Câmara Municipal que prevê redução da violência obstétrica e material distribuído pela Defensoria Pública do Mato Grosso do Sul que aborda o mesmo tema.

“Somos contrários a todo e qualquer tipo de violência e caso isso ocorra com uma parturiente, defendemos que deva ser investigado e todas as providências cabíveis tomadas, contudo, questionamos a forma como o assunto é tratado. Os médicos são apresentados como vilões e pontos importantes como a necessidade da cesárea em muitos casos são vistos como postura inadequada do profissional. Precisamos de um estudo adequado sobre cada questão abordada”, defendeu Dr. Sami.

O vereador sugere ainda que o assunto seja mais debatido, mas com voz e espaço para que todas as partes sejam ouvidas, em especial, profissionais da área médica, já que não só os médicos seriam deveriam ser alvos do projeto de lei, mas sim todos os profissionais envolvidos durante o processo.

“Compreendemos as intenções positivas de profissionais da área jurídica e outras, mas questões técnicas e de entendimento da saúde e o que precisa ser feito para que mãe e bebê tenham melhor atendimento é o obstetra. Precisamos ampliar o debate, sem acusar e estabelecer regras que muitas vezes podem prejudicar o atendimento e até mesmo colocar vidas em risco”, afirmou o vereador.

Entre os pontos abordados tanto nas recomendações da Defensoria Pública do Mato Grosso do Sul , quando no projeto apresentado à Casa de Leis Municipal para aprovação, há temas como escolha entre cesárea e parto normal, opção que muitas vezes pode não ser segura para mãe e bebê e escolha de posição do parto, situação que também o profissional pode avaliar se está adequada para o procedimento.

Alguns dos argumentos apresentados na proposta estamos de pleno acordo. Toda gestante, todo ser humano tem direito de ser tratado com respeito e dignidade, assim como a família deve estar perto nesse momento tão especial na vida de todos”, finaliza Dr. Sami.  

Assessoria de Imprensa do Vereador