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27.05.2020 · Audiência Pública
Em Audiência, secretário de Saúde detalha ações da pasta para o setor em meio à pandemia
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As contas da Secretaria Municipal de Saúde foram apresentadas em Audiência Pública on-line, promovida pela Câmara Municipal de Campo Grande, nesta quarta-feira (27). O secretário municipal de Saúde, José Mauro de Pinto Castro Filho detalhou as receitas e despesas contabilizadas no 1º quadrimestre do exercício financeiro de 2020. Como medida preventiva à disseminação do coronavírus, a Audiência foi fechada ao público, mas transmitida ao vivo pelo Facebook da Casa de Leis www.facebook.com/camaracgms, por onde a população pode participar encaminhando suas dúvidas e sugestões que foram respondidas pelos vereadores e secretário.

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O debate foi convocado pela Comissão de Saúde da Casa de Leis, que tem o vereador Dr. Lívio como presidente, vereadora Enfermeira Cida Amaral na vice-presidência e como integrantes os vereadores Veterinário Francisco, Dr. Wilson Sami e Fritz, e ainda pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, composta pelos vereadores Eduardo Romero (presidente), Odilon de Oliveira (vice-presidente), Delegado Wellington, Betinho e Dharleng Campos. 

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Para o secretário, Campo Grande tomou medidas iniciais mais restritivas em combate ao Coronavírus. “Nosso País está vivendo três crises ao mesmo tempo, crise sanitária, crise política e crise econômica, neste momento, a prioridade de Campo Grande tem sido administrar a crise sanitária. Campo Grande foi uma das primeiras cidades que tomou as decisões restritivas iniciais mais duras. O fechamento dos ambulatórios, por exemplo, se nós não tivéssemos fechado no tempo certo, essa infecção viria do interior para Capital, acreditamos na orientação do ministro na época”, salientou.

Durante a prestação de contas, o vereador Otávio Trad questionou ao secretário o impacto da troca de ministros da Saúde para Campo Grande. Para José Mauro a crise política dificulta o acesso de medidas efetivas de combate ao Coronavírus. “A maior preocupação hoje é que se trata de uma doença contagiosa, com um tratamento e medidas preventivas muito primitivas, distanciamento social é uma medida primitiva, não estamos falando de vacina, de algo novo. Enquanto não tiver tratamento efetivo e vacinas vamos ter que ter esse tipo de comportamento, com medidas preventivas: uso de máscaras, isolamento, medidas de higiene. Nós iremos demorar mais tempo para ter acesso as medidas efetivas, devido a essa crise política, temos o SUS e precisamos defender as políticas do SUS”, defendeu.

Ariolvado, participante da audiência on-line também enviou questionamento sobre as estratégias da secretaria para reabertura dos ambulatórios. Segundo José Mauro, vários serviços, como: oncologia, obstetrícia, urologia, reumatologia, esses ambulatórios estão funcionando. Essa discussão da reabertura dos ambulatórios já se iniciou, para ver de que forma nós iremos reabrir os ambulatórios, por exemplo, o da cardiologia, vai ser um dilema da rede pública e privada, abrindo ambulatórios irá aumentar a oferta de exames e de cirurgias eletivas, com isso, vamos ter ocupação de leitos, por isso, pensando dessa forma temos que elaborar esse projeto de biossegurança, qual volume adequado de pacientes e começar pelos pacientes de Campo Grande. Estamos debruçados para saber de que forma podemos reabrir, para que a gente possa adequar os protocolos de cirurgias eletivas”, esclareceu.

Sobre a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) o secretário informou o site da transparência para população acompanhar. “Tivemos muita dificuldade na compra dos EPIS no começo da pandemia, mas começou a dar uma certa tranquilidade, conseguimos comprar luvas, máscaras cirúrgicas”, afirmou. Segundo o secretário, a população pode acompanhar através do site de transparência da Prefeitura https://transparenciacovid.campogrande.ms.gov.br/ todas as compras e despesas no combate ao Coronavírus.

Ainda de acordo com secretário da Saúde, o Ministério Público está acompanhando a qualidade dos EPIs, “Conseguimos comprar mascaras N95 até para ambientes que não são obrigados. Uma estratégia para falta de máscaras, foi a produção, nós fabricamos essas máscaras e validamos, Campo Grande tem os menores índices de transmissão para funcionários da saúde”, destacou.

Outro assunto abordado foi a implementação das barreiras sanitárias nos principais acessos de Campo Grande, “Há 200 profissionais atuando nas barreiras sanitárias, tudo isso envolve custo, todos os funcionários usam máscaras, pacientes usam máscaras. Na ação, é feito um levantamento de dados e são passadas orientações para quem chega à Capital”, detalhou.

De acordo com a vereadora Enfermeira Cida, vice-presidente da Comissão de Saúde da Casa de Leis a saúde deve ser tratada como prioridade. “Fico honrada em ver a saúde tão empenhada, nós estamos aqui para mostrar para sociedade que estamos aqui para fazer diferente, a prova disso, exemplo que Mato Grosso do Sul está dando. Temos que cuidar da saúde como um todo”, destacou.

Outro questionamento levantado durante a live pelo presidente da Comissão de Saúde, vereador Dr. Lívio foi o aumento das doenças respiratórias nos meses mais frios da Capital. De acordo com o José Mauro a população deve redobrar os cuidados nos meses mais frios de Campo Grande. "Hoje estamos vivenciando o aumento de doenças respiratórias, 4 vezes a mais que o ano passado, a incidência do nosso município começa agora em junho, julho e agosto, com o tempo frio e seco. Temos que reforçar essas condutas preventivas, cobrar da população que colabore com o isolamento social, com uso de máscara, com a higienização das mãos, uso do álcool em gel, se não a gente pode ter um aumento da incidência de doenças respiratórias”, finalizou.

Dayane Parron
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal

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