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03.12.2019 · Palavra Livre
“Se não há cura, que haja empatia”, diz representante de associação de fibromiálgicos
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Representante da Anfibro (Associação Nacional de Fibromiálgicos e Portadores de Doenças Correlacionadas), Kelly Gomide utilizou a Tribuna, durante a sessão ordinária desta terça-feira (03), para falar sobre a doença e as dificuldades que seus portadores enfrentam no dia a dia.

Segundo ela, que esteve na Câmara Municipal a convite da vereadora Enfermeira Cida Amaral, os fibromiálgicos sofrem de uma doença invisível que, quase sempre, é difícil de ser diagnosticada.

“Sofremos muito. Quem olha para a aparência, não imagina a dor que temos por dentro. Tomamos muitos medicamentos para que a gente sobreviva um dia por vez. Por isso, pedimos a sensibilidade de todos aqui presentes, que têm o poder de mudar as leis”, disse.

Durante a sessão a vereadora Enfermeira Cida Amaral obteve mais de 15 assinaturas para o desarquivamento do projeto de lei nº 9.455/19, que institui o cartão de identificação às pessoas acometidas pela síndrome de fibromialgia, que deverá ser analisado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa de Leis.

Para a representante dos portadores, a proposta não se trata de uma ‘regalia’. “Pedir aprovação do projeto de lei não é regalia, é reconhecer que é uma doença que nos limita. Se não há cura, que haja empatia e um olhar cuidadoso para essa parcela da população que já tanto sofre. Olhem com carinho para a nossa causa. A doença e tudo que vem com ela é invisível, mas nosso sofrimento, não”, disse.

A síndrome, que acomete de 2% a 3% da população brasileira, conforme estimativa da Associação, causa dores crônicas por todo o corpo, principalmente na musculatura, tendões e outros tecidos. Assim, os portadores não conseguem, por exemplo, fazer longas caminhadas ou ficarem em pé por muito tempo.

O objetivo do projeto é fazer com que todas as pessoas acometidas pela síndrome sejam identificadas, para que não sofram retaliação da comunidade, ao precisarem de agilidade nos atendimentos, devido as severas dores. É uma forma de proporcionar dignidade e garantir que as atividades poderão ser realizadas com maior tranquilidade.

“A maioria das pessoas tem muita dificuldade em entender a diagnosticar essa síndrome. Junto com a dor, ela causa fadiga, distúrbios do sono, dores de cabeça, depressão e ansiedade. Uma simples dor de cabeça, ou dor de ouvido, ou dor de dente, já deixa algumas pessoas incapacitadas por um curto período de tempo”, finalizou.

Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal 

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